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A Luz deve ser partilhada


A nova edição do Compasso Humanista, publicação da Comissão de Direitos Humanos da Grande Loja Nacional Portuguesa, é dedicada ao Direito Universal de Participação Cultural, tomando como referência o artigo 27.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Num tempo em que a cultura parece estar ao alcance de todos, mas em que o acesso ao conhecimento, à ciência, à arte e ao património continua condicionado por desigualdades, algoritmos, interesses económicos e novas formas de invisibilidade, a publicação pergunta: a cultura continua a ser um bem comum ou tornou-se apenas mais um produto da sociedade digital?


O leitor encontra um pensamento sobre cultura como memória, identidade, liberdade e a possibilidade de elevação humana — não entretenimento. Algoritmos que moldam gostos. Tensão entre propriedade intelectual e bem comum. O papel do criador na sociedade contemporânea. Conhecimento como direito ou privilégio. A relação entre património maçónico, discrição iniciática e participação cultural.


Para a Grande Loja Nacional Portuguesa, fiel à sua vocação tradicional, simbólica e humanista, a cultura e o conhecimento não podem ser reservados a poucos. São instrumentos de aperfeiçoamento moral, de emancipação individual e de serviço à Humanidade.


A Maçonaria reconhece na busca da Luz um caminho de estudo, liberdade interior e responsabilidade fraterna. Defender o direito à cultura é defender uma sociedade mais esclarecida, mais justa e mais digna.


Porque onde há cultura viva, há encontro. Onde há conhecimento livre, há emancipação. Onde há Luz partilhada, há Humanidade.


A edição completa do Compasso Humanista encontra-se disponível para consulta e leitura integral através do ficheiro disponibilizado pela Grande Loja Nacional Portuguesa. Convidamos todos os interessados a explorar esta reflexão sobre cultura, conhecimento, liberdade e direitos humanos no século XXI.



Ilustração representando diversidade cultural global, artes, música, conhecimento e diálogo entre povos, utilizada na capa da edição especial do Compasso Humanista sobre participação cultural.
Direito Universal de Participação Cultural — A cultura, o conhecimento e a criatividade constituem património comum da Humanidade e instrumentos fundamentais de liberdade, diálogo e desenvolvimento humano.

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