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A Grande Loja Nacional Portuguesa assinalou o 25 de Abril através de uma mensagem do seu Grão-Mestre, divulgada pelo Gabinete de Imprensa sob o n.º VII-XVI-6025-6027, na qual a data é apresentada não apenas como memória histórica, mas como responsabilidade permanente.


No texto, o Grão-Mestre recorda que o 25 de Abril permanece na memória coletiva dos Portugueses como um dos momentos decisivos da história contemporânea nacional.


Flor vermelha pousada num bloco de pedra com símbolo maçónico, em ambiente austero e solene associado à celebração do 25 de Abril
Entre memória e permanência, a liberdade afirma-se como responsabilidade contínua.

Em 1974, um movimento militar, apoiado por amplos setores da sociedade, pôs termo a décadas de regime autoritário e abriu caminho à construção de um Estado democrático fundado na liberdade, no pluralismo e na participação cívica.


A evocação da data é acompanhada por uma leitura exigente do presente.


Segundo a mensagem, recordar o 25 de Abril não deve reduzir-se a um exercício de nostalgia, porque a memória histórica só conserva valor quando obriga a olhar para o presente com lucidez.


O Grão-Mestre alerta, nesse sentido, para o risco de a liberdade, tantas vezes invocada no discurso público, se transformar numa palavra vazia se deixar de estar ligada à responsabilidade dos cidadãos.


A mensagem refere também o desencanto que atravessa Portugal e várias democracias ocidentais perante a política, alimentado por práticas que, segundo o texto, parecem afastar-se do serviço público e aproximar-se do cálculo imediato, da dependência externa e da falta de visão estratégica. A liberdade conquistada há mais de cinquenta anos é, assim, apresentada como um património que não sobrevive acompanhado por subserviência, indiferença ou comodismo cívico.


O XVI Grão-Mestre Nuno Tinoco sublinha que a democracia exige cidadãos vigilantes e responsáveis, capazes de participar, questionar e exigir transparência. A perda da liberdade, lembra a mensagem, raramente acontece de um dia para o outro. Acontece lentamente, quando a crítica é substituída pela apatia, quando o debate se reduz ao confronto estéril e quando a tolerância se transforma em aceitação passiva de comportamentos contrários à dignidade humana e aos valores fundamentais da convivência democrática.


O texto distingue conceitos.


A mensagem enquadra ainda a reflexão num cenário internacional atravessado por tensões geopolíticas, crises económicas recorrentes e crescente polarização social. Perante esse quadro, o XVI Grão-Mestre defende que o verdadeiro progresso não nasce da submissão a interesses circunstanciais nem da resignação coletiva, mas da coragem de pensar com independência e de agir com retidão.


A Grande Loja Nacional Portuguesa reafirma, através desta mensagem, a sua tradição de discrição institucional.


A Maçonaria não é apresentada como ator político, nem como entidade destinada a substituir-se ao debate democrático. O seu papel é definido de outro modo: formar homens livres, capazes de pensar por si próprios, agir com sentido de justiça e contribuir, no espaço público e na vida quotidiana, para uma sociedade mais digna.


A mensagem foi igualmente enviada aos Obreiros da G∴L∴N∴P∴, devendo ser lida na próxima Sessão de cada Respeitável Loja e ficar apensa à ata desse dia, conforme comunicação do Secretariado Permanente da Maçonaria Regular e Tradicional em Portugal.


No apelo final, o Grão-Mestre Nuno Tinoco convida cada cidadão Português a recusar a indiferença e a reencontrar o sentido profundo da liberdade. A liberdade, afirma, não é um património garantido para sempre, mas uma responsabilidade que cada geração deve renovar.


A mensagem foi emitida “A Oriente de Portugal, 25 de Abril de 6026 (e∴m∴)”, e assinada pelo XVI Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Portuguesa.

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