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Editorial | Newsletter - Direitos Humanos


Todos os seres Humanos, por mais diferentes que sejam, nascem iguais em direitos e deveres. E por mais desvios que haja em relação a esta regra, ao longo da vida de uma pessoa, este é um balanço que importa constantemente retomar. Porque ele significa a própria dignidade Humana, pertencente ao próprio ser e, por isso, inalienável. Os direitos e os deveres, devidamente alicerçados nos valores humanos fundamentais, estão explícitos em Documentos Universais, amplamente instanciados, regionalmente ou localmente, em legislação com efeitos em diferentes níveis de governação.


Significa que, se o dito equilíbrio for causado por culpa nossa, ele pode ser restabelecido por um trabalho interior que nós, maçons, conhecemos e pretendemos sempre melhorar, melhorando a nossa relação com os outros. Se, por outro lado, essa perturbação for imposta por outros, indivíduos ou sociedade em geral, de modo a que os seres humanos afetados não consigam reequilibrar os pratos da balança, pesando ela sempre e cada vez mais para o lado da perda de direitos em relação aos seus semelhantes, então a situação é crítica. Há perda de dignidade por parte dos afetados e passa a acontecer aquilo que nós, os Maçons, vemos como absurdo, que é o de se alienar o inalienável! Tudo isto choca com a violação dos Direitos Humanos, retirando o equilíbrio natural das coisas.


Em Maçonaria desenvolvemos o valor da tolerância, da importância de acolher o que é diferente e, vamos mais além, procurando sempre reunir o que está disperso. No pavimento da Loja, constituído por mosaicos pretos e brancos, diferentes, não existem declives nem imperfeições, trata-se de um plano perfeitamente nivelado. Só numa base destas, constituída por elementos diferentes, mas iguais, se pode construir algo de sólido e duradouro. É, pois, importante que os Maçons trabalhem para nivelar o terreno, constituído por Homens de todas as cores, raças, credos, idades e nacionalidades...porque só assim é possível construir e evoluir numa sociedade próspera e equilibrada.


No entanto os valores nos quais assentam os Direitos Humanos estão constantemente a ser ameaçados, por pessoas que acham que podem julgar os outros, ou que vivem numa indiferença que não é digna de qualquer ser humano. Mesmo nas Sociedades Democráticas há "desiquilibradores", com ou sem intenção, rejeitando, discriminando, enfim, retirando a dignidade aos seus semelhantes. Não sendo construtores, destroem, subtraem, diminuem e dividem em nome de interesses muito pessoais, apesar das leis e regulamentos que ditam o contrário. Por isso não bastam apenas documentos, leis e boas intenções. Basta olhar à nossa volta e vemos todas estas falhas, na nossa comunidade, no nosso país e no mundo, cada vez mais globalizado e vemos que este desequilíbrio se tem agravado, ao contrário do que se esperaria de uma Sociedade civilizada!


É neste contexto de fazer mais, que a Grande Loja Nacional Portuguesa entendeu dar um modesto contributo para alertar para situações que acha relevantes de desequilíbrios em termos de Direitos Humanos. E o modo como entendeu fazê-lo foi trabalhando internamente estes temas e, simultaneamente, fazer chegar o resultado desse trabalho à comunidade em geral. Assim nasceu esta Newsletter, ou Boletim, da responsabilidade interna da Comissão dos Direitos Humanos da GLNP.


João Pavão

Grão-Mestre

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